Hoje, 7 de outubro, o mundo volta os olhos para uma das páginas mais dolorosas da história recente do Oriente Médio.
Há três anos, Israel foi alvo de um ataque em larga escala realizado pelo Hamas e por outros grupos armados. Civis foram mortos em suas casas, comunidades e durante um festival de música. Mulheres, crianças, idosos e famílias inteiras foram atingidos. Mais de 1.200 pessoas morreram e 251 foram sequestradas e levadas para Gaza como reféns. (Nações Unidas)
Não devemos relativizar esse dia.
Nenhuma causa política, territorial ou ideológica pode transformar o assassinato deliberado de civis em algo aceitável. O sofrimento de uma população não concede licença para assassinar outra.
Mas também precisamos ter cuidado para que a memória do 7 de outubro não seja usada para justificar a indiferença diante do sofrimento dos palestinos. A guerra que se seguiu produziu uma devastação humana imensa em Gaza, atingindo também milhares de civis. Israelenses e palestinos carregam feridas profundas, perdas familiares, deslocamento e traumas que permanecem até hoje. (Reuters)
Para nós, como cristãos, essa realidade exige mais do que escolher um lado em uma disputa política.
Exige lembrar que cada vida humana possui valor diante de Deus.
A Bíblia nos chama a chorar com os que choram, buscar a justiça e orar pela paz. Isso significa não esquecer as vítimas israelenses de 7 de outubro. Significa não ignorar o sofrimento dos palestinos. Significa rejeitar o terrorismo, o antissemitismo, o ódio e a desumanização do outro.
Três anos depois, a pergunta não deveria ser: “De que lado você está?”
A pergunta precisa ser:
Estamos dispostos a continuar orando por aqueles que sofrem?
Orar pelos sobreviventes.
Orar pelas famílias que perderam seus entes queridos.
Orar pelos que carregam as marcas do cativeiro.
Orar pelos palestinos que perderam suas casas e familiares.
Orar pelos cristãos que vivem naquela região.
E orar para que Deus conceda sabedoria aos líderes, proteja os inocentes e conduza a região a uma paz verdadeira.
Jesus disse: “Felizes os que promovem a paz, pois serão chamados filhos de Deus.” (Mateus 5.9)
Neste 7 de outubro, lembrar não significa alimentar o ódio.
Lembrar significa não permitir que a dor das vítimas seja apagada.
E, como cristãos, nossa resposta à violência não pode ser a vingança, mas a verdade, a justiça, a misericórdia e a oração.
Que Deus console os que choram, fortaleça os que ainda carregam suas feridas e tenha misericórdia de israelenses e palestinos.
7 de outubro. Uma data para lembrar. Uma realidade para lamentar. E um motivo para orar pela paz.
