Por Portal SAL & LUZ – 30/03/2026

No próximo 31 de maio, igrejas em todo o Brasil e ao redor do mundo se unirão em um só propósito: lembrar, honrar e agir em favor daqueles que vivem a fé sob risco extremo. O Domingo da Igreja Perseguida (DIP 2026) traz como tema “Fé Corajosa no Oriente Médio e Norte da África” — uma convocação direta à consciência e à responsabilidade espiritual da Igreja global.

Promovido pela Missão Portas Abertas, o DIP deste ano lança luz sobre uma das regiões mais desafiadoras para o cristianismo na atualidade. Em países onde seguir a Cristo pode custar a liberdade ou a vida, milhares de cristãos permanecem firmes, sustentados por uma fé que não negocia sua essência.

Onde a fé custa tudo

O Oriente Médio e o Norte da África concentram alguns dos contextos mais hostis para a vivência do evangelho. Na Líbia e no Iêmen, por exemplo, cristãos enfrentam perseguição extrema, muitas vezes operando na clandestinidade. Já no Irã, a conversão ao cristianismo pode levar à prisão, enquanto no Egito, ataques a comunidades cristãs ainda são uma realidade dolorosa.

Nessas regiões, a fé não é cultural — é uma decisão consciente, muitas vezes solitária e marcada por renúncias profundas.

Ainda assim, é ali que floresce uma Igreja viva, resiliente e, acima de tudo, corajosa.

Fé corajosa: mais que um tema, um testemunho

O tema do DIP 2026 não é simbólico — é literal.

“Fé corajosa” descreve cristãos que se reúnem em segredo, que compartilham o evangelho sob vigilância constante e que permanecem firmes mesmo diante de ameaças reais. São homens e mulheres que compreenderam, na prática, as palavras de Jesus Cristo: “No mundo tereis aflições; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (João 16:33).

Essa coragem não nasce da ausência de medo, mas da convicção de que Cristo é maior do que qualquer perseguição.

A responsabilidade da Igreja livre

Diante desse cenário, o DIP 2026 não permite neutralidade. Ele exige resposta.

A Igreja brasileira — que ainda desfruta de liberdade religiosa — é chamada a se posicionar de forma ativa:

Intercedendo com intensidade pelos cristãos perseguidos;
Contribuindo para que ministérios continuem alcançando essas regiões;
Encorajando por meio da divulgação e conscientização;
Mobilizando comunidades locais para uma fé prática e comprometida.

O sofrimento da Igreja Perseguida não pode ser tratado como uma realidade distante. Ele faz parte do mesmo Corpo. Como ensinou o apóstolo Paulo de Tarso, quando um membro sofre, todos sofrem com ele.

O silêncio não é uma opção

Um dos maiores desafios da Igreja contemporânea não é a falta de informação — é a falta de reação.

O DIP surge como um grito contra a indiferença. Ele nos lembra que há irmãos sendo presos por possuírem uma Bíblia, famílias sendo rejeitadas por sua fé e comunidades inteiras vivendo sob constante ameaça.

Ignorar isso é comprometer a essência do evangelho que professamos.

31 de maio: um chamado à ação

O DIP 2026, no dia 31 de maio, não deve ser apenas um evento pontual, mas um marco espiritual. Um ponto de virada.

Que cada igreja, célula e cristão individualmente assuma o compromisso de não apenas lembrar, mas agir.

Porque enquanto houver cristãos vivendo uma fé que custa tudo, a Igreja global precisa responder com uma fé que entrega tudo.

 

E talvez essa seja a maior lição do Oriente Médio e Norte da África para nós:
a fé verdadeira não se mede pelo conforto que proporciona, mas pelo preço que estamos dispostos a pagar por ela.